Jardim que faz sentido

11 jul

Acho bonito quem gosta de jardinagem. Minha mãe, por exemplo, adora se entreter com onze-horas e violetas, criando mudinhas, testando cores, buscando o melhor sol pelo período certo de tempo. Eu, por outro lado, nunca tive jeito pra coisa. O cultivo de que mais me orgulhei por um bom tempo foi uma planta carnívora que me durou uns três meses, e que me fazia rir com lembranças de Audrey Junior, da Pequena Loja dos Horrores (me alimente!). Como já deu pra perceber, não vejo graça em plantas que só servem para serem bonitas: só valorizo as com potencial cômico… Sou fã mesmo é de horta, um jardim cheio de plantinhas que, além de bonitas, têm utilidade! Por isso adorei a ideia do engenheiro agrônomo e paisagista Alexandre Furcolin, responsável por um ambiente batizado de Praça Pomodoro & Peperone na Casa Cor São Paulo 2011. O jardim é lindo e todo comestível. Grandes sacos de lona receberam arranjos de alfaces verdinhas, estalando de frescas; lisas, crespas, romanas. E acompanhadas! Tinha rúcula, almeirão, manjericão, salsinha, alecrim. Também por ali, em jardineiras de madeira, estavam tomates, pimentas e pimentões coloridos. No meio de uma mostra cheia de mais do mesmo, os arranjos de hortaliças foram a ideia mais divertida, copiável e barata que eu vi. Isso é o que eu chamo de paisagismo produtivo.

Fotos: Blog Fazendo Sala e divulgação

Também no Apetite.

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