Vida de seriado americano

22 jun

Neste último domingo, fiz o que a grande maioria dos brasileiros fizeram: se juntar para um churrasco para assistir o jogo do Brasil na Copa do Mundo. Com o detalhe de que moro em Nova Iorque, não tenho TV em casa e não tenho o menor interesse em futebol.

Mas tinha a oportunidade de ir assistir na casa de brasileiros, e pensei: por que não conhecer gente nova? Fui com duas colegas que conheço daqui de Manhattan rumo a Scarsdale, cerca de 30 minutos de trem da Grand Central Station (as referências a seriados começam aí, lembrando-me a cena de Serena chegando de volta a Manhattan no primeiro episódio de Gossip Girl). A estação estava cheia de canarinhos rumo a alguma casa dos subúrbios de Nova Iorque para comer picanha comprada no supermercado brasileiro.

No trem, fomos observando a cidade mudando dos predinhos de tijolos amontoados do Bronx para casas e espaços com vegetação. Chegamos na estação de Scarsdale e a fila pro táxi estava grande, uma vez que só tem um carro servindo a cidade toda. Imagino as meninas de Sex and the City, acostumadas a somente levantar a mão e dezenas de cabs amarelos estão a disposição, tendo que andar em seus saltos pela ladeiras da cidadezinha.

A primeira visão foi de uma rua principal, onde estava acontecendo uma feirinha de artesanato, e três gatos pingados olhando as barraquinhas. Imediatamente me transportei para Stars Hollow, a pequena cidade de Gilmore Girls, e esperando que Kirk viesse me oferece alguma oferta mirabolante.

Caminhando para chegar na casa dos brasileiros, percebemos que não há gente na rua! As casas enormes parecem não ter gente. Só vemos carros passando, o único sinal de que há vida nesse subúrbio. Chegando na rua na qual o casal brasileiro mora, a minha impressão era ter entrado em Wisteria Lane, e que Bree Van de Camp iria chegar com uma torta de maça (home made, of course!) no churrasco.

E aí acabou meu seriado americano, pois daí pra frente só ouvi português, comi picanha com farofa, as crianças tomavam guaraná, e todos brigavam com o Kaká pela cotovelada desnecessária.

Uma resposta to “Vida de seriado americano”

  1. joana pellerano 24/06/2010 às 1:27 #

    O máximo! Senti essa sensação de chegar a um mundo de televisão quando fui pela primeira vez num condomínio fechado chiquérrimo de São Paulo…

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